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tenho quase tudo para ser feliz mas ando sempre à procura de qualquer coisa, que não sei o que é.

29.1.09

Procura-se dador de medula óssea

Apelo para salvar uma vida
Rodrigo tem seis meses e precisa de um transplante de medula óssea com urgência

"O Rodrigo sofre de leucemia e precisa de um dador." O apelo começou a ser divulgado nos últimos dias por e-mail e, ao contrário do que algumas pessoas possam pensar, o pedido de ajuda é real e urgente. Rodrigo nasceu a 7 de Julho de 2008 no Hospital Central do Funchal. É o primeiro filho de Pedro e Orvídia Sousa. Às seis semanas de vida foi-lhe diagnosticada uma leucemia linfoblástica aguda, doença oncológica comum nas crianças. Depois do diagnóstico, Rodrigo foi levado pelos pais para o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa a fim de realizar uma série de tratamentos para combater a doença. Deu entrada no IPO no dia 18 de Agosto de 2008. Depois de realizar vários tratamentos, a doença entrou em remissão, mas infelizmente a sensação de alívio durou pouco. A leucemia voltou a atacar e Rodrigo teve de iniciar nova fase de tratamentos. A pior notícia viria agora com os médicos a dizerem aos pais que os tratamentos não estavam a resultar como era esperado e que é obrigatório realizar um transplante de medula para salvar a vida do bebé.O Rodrigo está agora a fazer um tratamento de recurso que se prolongará durante os próximos dois meses. Mal o tratamento acabe terá de ser submetido a um transplante de medula, a única forma de impedir que a leucemia volte. Neste momento, foram já 'sinalizados' cinco dadores prioritários: os pais e três primos do Rodrigo. Os testes de compatibilidade vão começar a ser feitos já na próxima semana, mas Pedro e Orvídia Sousa estão "a fazer tudo" para salvar o filho. No princípio de Janeiro apenas 199 madeirenses estavam inscritos como dadores de medula. Um número bastante baixo, tendo em conta que a população regional tem algumas especificidades genéticas. É por isso que os pais do Rodrigo quiseram lançar um apelo na Região: porque quanto mais dadores houver, mais vidas poderão ser salvas. Mas, como o tempo é escasso, é preciso fazer o máximo com o mínimo de 'entraves'. O facto de o Serviço de Imuno-hemoterapia do Hospital do Funchal (unidade que habitualmente faz a colheita das amostras de sangue que depois são enviadas para Lisboa para a tipagem genética) ter capacidade logística para receber apenas 20 pessoas por semana pode ser um 'obstáculo' devido à urgência da situação. Foi por isso que o grupo 'Madeira + Saúde', através de José Júlio Castro Fernandes, já se disponibilizou em termos de meios humanos e técnicos para fazer a colheita sanguínea daqueles que estão interessados em se tornar dadores de medula óssea, podendo ajudar o Rodrigo e outros que, na Região, no país ou no mundo, precisem de um transplante para sobreviver. Caso haja uma adesão maciça e um elevado número de potenciais novos dadores (algumas centenas), também o Centro de Histocompatibilidade do Sul já mostrou disponibilidade para enviar uma equipa de técnicos à Região para realizar as colheitas. Enquanto não há datas, nem se sabe onde se farão as colheitas, o primeiro apelo é para que as pessoas interessadas em se tornar dadores preencham o inquérito preliminar que pode ser impresso através do site do CHS (www.chsul.pt). Depois basta enviar por correio para o CHS. Para ser dador basta apenas ter entre 18 e 45 anos e nunca ter recebido uma transfusão de sangue. Já a doação de medula óssea é uma intervenção que não provoca dor e que, em algumas situações, nem obriga ao internamento hospitalar. Fica aqui ainda o apelo dos pais, Pedro e Orvídia Sousa: "Hoje é o Rodrigo e os muitos 'Rodrigos' espalhados pelo mundo que precisam de um dador. Amanhã, quem sabe. Não deixem por favor de se inscrever como dadores de medula". 150 inquÉritos enviadosNo princípio do mês de Janeiro começou a circular por e-mail um apelo feito por Henrique Leitão. Depois de, à irmã do médico pediatra do Hospital do Funchal, ter sido diagnosticada uma leucemia aguda (doença passível de cura após um transplante de medula), o profissional de saúde não demorou muito em tentar 'angariar' potenciais dadores. As respostas não se fizeram esperar e a onda de solidariedade já resultou em cerca de 150 inquéritos devidamente preenchidos por novos dadores e que já foram enviados para o Centro de Histocompatibilidade do Sul.Nas próximas semanas, as pessoas que se disponibilizaram como dadoras na Região serão convocadas para se dirigirem ao Serviço de Imuno-hemoterapia do HCF a fim de realizarem uma análise de sangue, para tipagem genética.

Ana Luísa Correia , in Diário de Notícias, 29-01-2009